Publicado em 05/11/2019 às 19h21

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Motivados por atrasos salariais, servidores promovem manifestação no centro da cidade

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Cerca de 100 servidores públicos saíram às ruas da cidade, dia 04, para protestar pelos constantes atrasos nos pagamentos salariais. A categoria, que está em greve por tempo indeterminado, reivindica, da prefeitura, a regularização dos salários que já dura cerca de quatro meses.

Para Reginaldo Silva, vice-presidente do Sindisena (Sindicato dos Servidores de Nanuque), a categoria já chegou ao limite do suportável. Ele conta que a gestão do atual prefeito não pagou em dia um mês sequer. “Ainda temos o 13º salário de 2018 sem receber. O prefeito alega falta de repasses, mas municípios com uma receita menor que a nossa, pagam em dia os funcionários”, pontuou o líder sindical.

Silva citou Serra dos Aimorés como exemplo ao afirmar que o maior problema de Nanuque é a falta de gestão. “Lá em Serra dos Aimorés todos recebem em dia e o Governo do Estado também não fez os repasses”, frisou.

Para sensibilizar as autoridades judiciais, a categoria escolheu a Praça Teófilo Otoni para iniciar o protesto. Lá foi estendido faixas com frases de efeito, mas o ponto alto foi na Câmara Municipal onde os servidores gritaram palavras de ordem, exigindo dos vereadores uma posição mais contundente junto ao prefeito de Nanuque. Gritos e apupos de toda ordem foram direcionados aos vereadores que acuados ante a manifestação, prometeram agir.

O presidente da Câmara Municipal de Nanuque, vereador Solon Ferreira da Rocha Filho (MDB), colocou em votação um requerimento do Sindisena para que Reginaldo Silva pudesse fazer uso da tribuna. Já na tribuna, Reginaldo explicou os motivos da manifestação.

“Penso que todos devem continuar vindo a esta casa para externar a revolta do servidor. Se isso acontecer, o problema será resolvido muito antes do que se imagina”, pontuou Solon.

O ponto alto da manifestação foi a presença de Amarildo Santos que desfilou acorrentado. Ele, que é motorista concursado e está sem receber o salário, conseguiu projeção nacional por se deixar prender a um poste, na parte central da cidade, em 28 de outubro, em sinal de protesto pelo sofrimento da categoria.

(Fonte EM TEMPO)

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