Publicado em 19/08/2019 às 17h32

Câmara debate, na Vila Nova, saneamento básico de Nanuque

Evento contou com a presença de moradores da região

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A Câmara Municipal de Nanuque atendendo os requisitos da lei, iniciou o processo de audiências públicas para dar segmento ao processo de votação do Projeto Lei 002/2019 de autoria do Executivo. A primeira Audiência ocorreu no bairro da Vila Nova, na sexta (16) e contou com a presença de vereadores, representantes de entidades de classes e moradores da região. 

Presidente Solon Filho

Presidida pelo vereador Solon Ferreira da Rocha Filho, a reunião, além explicar o conteúdo do PL, serviu para debater o sistema de saneamento básico municipal. Solon Ferreira da Rocha Filho fez uma retrospectiva dos acontecimentos envolvendo o sistema durante os últimos 41 anos em que a Copasa – Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais gesta o setor no município de Nanuque. Solon, que é defensor da municipalização do sistema, entende que a Copasa tem usado o município para explorar o serviço com a intensão única de obter lucro. Para ele, ao descumprir requisitos importantes estabelecidos em contrato e assinado com a cidade de Nanuque no ano de 2004, a empresa não tem condições de permanecer prestando serviço de saneamento à população. “Além de descumprir itens contratuais, a Copasa usa o dinheiro arrecadado em Nanuque para subsidiar o serviços em outras cidades, tornando as tarifas como uma das mais caras de Minas Gerais”, afirmou o vereador. 

Vereadores presentes na Audiência

Representando a OAB, a advogada Carime Abutrab Aramuni Gonçalves lembrou dos tempos em que foi vereadora na cidade. Ela disse que, ladeada por Solon, iniciou uma luta desigual na defesa de um sistema mais justo para a cidade, visto que a Copasa já não atendia mais as expectativas dos consumidores. “A Copasa não visa outra coisa senão o lucro. Trata-se de uma empresa de economia mista e que precisa dar satisfação ao seu acionista. O grande problema de Nanuque é que não temos representação política no estado de Minas e por conta disso, não estamos inseridos nas prioridades do Governo do Estado. Nanuque está aonde o vento joga o cisco. Ninguém se preocupa com a gente. Portanto, nós é que temos de lutar pelos nossos interesses. Estamos sós, não temos uma representação parlamentar que lute pelos nossos interesses. Veja o caso da Copasa, que há anos desrespeita o consumidor nanuquense. Agora chegou a vez de dar a resposta àqueles que usam nossos sistema para obter lucros”, desabafou a ex-parlamentar. 

Advogada e ex-vereadora Carime Gonçalves

Outro ponto discutido foi a cobrança do serviço de esgoto. Moradores disseram que pagam pelo serviço enquanto que o mesmo é jogado numa lagoa das proximidades sem receber o devido tratamento. Outros cobraram um serviço de qualidade com relação a manutenção da rede que tem dado problema, sacrificando e pondo em risco a saúde de moradores. “A Copasa tem cobrado por um serviço que não tem prestado. Isso é revoltante e parece que ninguém está preocupado com isso. Não podemos aceitar a continuidade do que está acontecendo em nossa cidade. Estamos expostos à toda sorte de doenças pela falta de infraestrutura. Enquanto isso, a empresa engorda seu caixa com o dinheiro que somos obrigados a pagar através das contas de água”, disparou um morador. 

População marcou presença na Audiência

O vereador Solon Ferreira da Rocha Filho disse que a Câmara Municipal de Nanuque continuará fazendo as audiências públicas em todos os bairros da cidade. “Essas audiências são necessárias porque é uma exigência legal, previsto em lei”, finalizou o parlamentar. 

Vereador Gilmar Alemão, debate sobre o saneamento, na Audiência Publica

Fotos: Iata - CMN

(Fonte EM TEMPO)

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