Publicado em 22/02/2017 às 12h01

Doria quer Alckmin em 2018

Prefeito de São Paulo negou, durante palestra em Nova Lima, que seja candidato à Presidência

335

Palestra. Gustavo Cesar de Oliveira, da VB Comunicação, Doria e o prefeito de Nova Lima, Vitor Penido

Carismático e sorridente, o prefeito de São Paulo, João Doria, 59, fez várias fotos com empresários mineiros, cumprimentou todos os garçons e gastou cinco minutos para elogiar políticos e representantes de entidades de Minas antes de falar sobre sua vida e a gestão de 52 dias à frente da maior prefeitura do país, na palestra de 41 minutos que fez nessa terça-feira (21), na VB Comunicação, em Nova Lima.

Sobre sucessão presidencial em 2018, Doria negou, em entrevista, que seja candidato. Mas, perguntado se foi surpreendido com o resultado da pesquisa do Instituto Paraná – que o apontou com 9,1% das intenções dos votos para a Presidência da República –, Doria disse: “Fiquei feliz”. E acrescentou: “É sempre muito bom ser lembrado. Mas volto a dizer que não é meu objetivo, fui eleito para ser prefeito e é o que eu vou fazer: ser prefeito da cidade de São Paulo”, afirmou, enfático.

Doria acrescentou que teve mais de 3 milhões de votos com 53% do eleitorado em São Paulo. “Eu tenho que ser prefeito e, mais do que isso, eu tenho que ser um bom prefeito. Essa é a minha preocupação integral, ser um bom prefeito na cidade, para isso fui eleito”. Sem defender a reeleição, Doria disse que após quatro anos de mandato voltará para o setor privado.

Questionado sobre quem tem condição de ser candidato à Presidência no ano que vem, Aécio ou Alckmin, Doria respondeu: “Quero declarar que respeito muito o senador Aécio Neves, ex-governador do Estado de Minas Gerais, mas meu candidato à Presidência chama-se Geraldo Alckmin”, declarou Doria, referindo-se ao atual governador de São Paulo, que o apoiou.

Defesa. Doria disse que o governador Alckmin sempre defendeu as prévias como a forma mais democrática de um partido escolher seu candidato. “A decisão não era em apoio ao meu nome (a prefeito), era em apoio ao processo democrático”, disse o tucano.

O prefeito contou que disputou as prévias como “aquele pato feio que chega no final da fila sem a menor chance de disputar”.

Prévias. Para 2018, Doria defendeu prévias nacionais no PSDB, como aconteceu em São Paulo. Filiado ao partido desde 2000, o prefeito contou que só conseguiu se tornar candidato por conta das prévias. “As prévias foram disputadas com quatro candidatos e vencemos no primeiro e segundo turnos, e vencemos as eleições saindo de 2% e chegando a 53% dos votos válidos, o que é uma demonstração clara de que o processo democrático passa pelas prévias, e, no caso do PSDB, eu sou um grande defensor das prévias”.

Programas. Ao elencar parte dos dez programas que já colocou em prática, Doria se apresentou como um servidor do povo de São Paulo. “Não sou um servidor do meu partido nem servidor da classe política”, apontou.

Para dar exemplo não somente aos 135 mil servidores públicos, como também às pessoas mais humildes da cidade, Doria contou que se vestiu de gari, no dia 2 de janeiro, às 6h. “E venho fazendo todos os fins de semana quando pego a vassoura, me visto de gari, e não é para fazer fotografia, não. É de uma hora a uma hora e meia para dar o exemplo”, contou o prefeito sobre a atividade de limpeza da cidade.

Sobre a ação dos pichadores, Doria disse não ter medo de agir em relação à questão. “Esses pichadores vão pagar com prisão”, contou. Doria se referiu ao projeto de lei que vai instaurar multa de R$ 5.000 a pichador e R$ 10 mil se for reincidente. “Se não pagar, (o pichador) terá ação judicial e vai se vestir de gari e limpar a porcaria que fez para aprender que a cidade tem comando e disciplina”, informou, sob aplausos da plateia formada por empresários e políticos.

Dureza. João Doria enfrentou dificuldades no exílio da família com o pai e ex-deputado federal João Doria. “O exílio vem com a mão dura, forte e injusta, e foi aí que aprendi os maiores valores da vida”, disse.


MUNICÍPIOS

Prefeito de Betim quer nova frente

Em conversa com o chefe do Executivo da cidade de São Paulo, João Doria, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, defendeu nessa terça-feira (21) uma união de prefeitos. “Hoje, existem 26 municípios estratégicos no Brasil que deveriam se unir”, disse Medioli. Segundo ele, Doria concordou com ele para que possam discutir políticas de fomento.

0
Encontro. O empresário João Adibe, do Grupo Cimed, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e João Doria


Para Medioli, esses municípios são fundamentais para todo o Brasil, pois são eles que têm refinaria, centrais hidrelétricas, indústrias automobilísticas, polos automobilísticos. “São eles que geram a economia e a arrecadação do país”.

(Fonte O TEMPO)

Tópicos

veja também


Publicidade

Últimas Notícias