Publicado em 25/09/2019 às 21h00

Especialistas discutem políticas públicas de prevenção ao suicídio

Sob o comando do deputado Carlos Pimenta, presidente da comissão, o encontro faz parte do Setembro Amarelo

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Os suicídios no Brasil aumentaram 20% na última década, segundo dados da Associação Mineira de Psiquiatria. Para especialistas e parlamentares, uma das causas é a falta de políticas públicas para enfrentar o problema, que normalmente está associada à doenças psíquicas, em especial à depressão.

O assunto foi tema de audiência pública nesta quarta-feira, 25/09/2019, na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas. Sob o comando do deputado Carlos Pimenta, presidente da comissão, o encontro faz parte do Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre o suicídio, que tem o apoio do parlamento mineiro. Na ocasião aconteceu o lançamento da Frente Parlamentar de Prevenção ao Suicídio, à Depressão e à Automutilação.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, nove em cada dez suicídios podem ser evitados, o que indica que a prevenção é fundamental. A primeira medida preventiva, segundo a campanha Setembro Amarelo, é a educação. Nesse sentido, é importante que as pessoas conheçam e percam o preconceito com doenças como a depressão e, assim, será possível criar um ambiente mais amigável para quem sofre buscar ajuda. “principalmente no ambiente familiar”, pontua Carlos Pimenta.

Na opinião do médico e presidente da comissão de saúde, o Poder Público tem que tomar uma providência. Carlos Pimenta observa que o afastamento do núcleo familiar e de Deus, pode ser a maior causa do suicídio entre os jovens. “O que mais se vê são estímulos negativos chegando a esses jovens”, comenta.

A campanha Setembro Amarelo teve início no Brasil em 2005, com a proposta de associar a cor ao mês que marca o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, (10 de setembro). A campanha é conduzida pelo CVV, Centro de Valorização da Vida, CFM, Conselho federal de Medicina e ABP, Associação Brasileira de Psiquiatria. A ALMG aderiu à campanha e, durante todo este mês iluminou o Palácio da Inconfidência com a cor amarela em apoio à causa.

Por: Margarida Magalhães

(Fonte ASCOM DEP CARLOS PIMENTA)

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