Publicado em 14/09/2017 às 10h37

Faltam recursos para a Saúde em Minas

A gravidade da situação no Estado foi reconhecida pela subsecretária de Inovação e Logística da SES, Adriana de Araújo Ramos

238

A crise financeira do Estado vem afetando o repasse para a saúde pública. A consequência, são os atrasos em todos os programas da Secretaria de Estado de Saúde, SES, comprometendo inclusive, a realização de obras, a entrega de medicamentos, o pagamento de fornecedores, entre outros.

 A situação do setor foi discutida nesta quarta-feira, 13/09, na comissão de saúde, sob o comando do presidente Carlos Pimenta, que reuniu parlamentares, autoridades do setor e entidades ligadas à saúde.

A gravidade da situação no Estado foi reconhecida pela subsecretária de Inovação e Logística da SES, Adriana de Araújo Ramos. Segundo ela, “Esse descompasso, o descolamento entre o orçamentário e o financeiro comprometem o cumprimento de vários programas do governo”. Adriana Ramos explicou que a SES vem lutando diariamente dentro do governo para conseguir mais recursos para a pasta. Segundo ela, a batalha é para que a secretaria tenha o controle financeiro sobre os 12% dos recursos estaduais definidos pela legislação e que devem ser aplicados na saúde.

Na reunião, os deputados fizeram relatos dos pedidos de ajuda que vem recebendo dos municípios e hospitais mineiros. Eles defenderam que o Estado aplique na saúde os recurso previstos na legislação.

O presidente da comissão, deputado Carlos Pimenta, apontou que o Governo de Minas está passando por um momento financeiro complicado, que está refletindo em todas as áreas, especialmente na saúde. Ele defendeu que Minas Gerais aplique de fato os 12% na saúde previstos pela legislação.

Segundo Carlos Pimenta, a comissão está recebendo diariamente comunicações diversas dos municípios e hospitais mineiros relatando a falta de recursos e insumos para a saúde. “Estamos recebendo apelo de todas as regiões do Estado. A situação é dramática”, afirmou.

De acordo com o parlamentar a comissão vai realizar o que foi estipulado desde o início. “Até dispensamos hoje a apresentação dos dados, altamente negativos. Isso nos traz não apenas preocupação, mas responsabilidades. Vamos continuar cobrando posições do governo”, finaliza o parlamentar.

(Fonte Margarida Magalhães)

Tópicos

veja também


Publicidade

Últimas Notícias