Publicado em 28/04/2017 às 00h08

GOVERNO FRACO

Sem balanço de sua atuação, administração parece estar sem rumo

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Sujeira por toda a cidade de Nanuque

Para um governo que se inicia, os 100 primeiros dias de gestão são decisivos. É nesse tempo que o novo mandatário estabelece uma conexão com a população do município com medidas impactantes e que venha corresponder com as expectativas nele depositadas pelo eleitor durante o período de campanha. Mas nem todos conseguem a eficácia que promova uma sinergia capaz de estabelecer o grau de confiança entre os moradores e o governo recém instalado.

Prefeitos que tomaram posse em 2017, acabaram de completar 100 dias de mandato no último dia 10. Esse período é suficiente para que haja uma movimentação, dentro do governo que demonstre metas que deveriam já ter sido traçadas durante a campanha pra os anos de governo. E o que se percebe é que em Nanuque, não foi divulgado as referidas metas para suprir a carência que a população espera de um governo realizador.

Passado o período eleitoral, iniciando a transição, montagem do novo governo e a posse, a expectativa da população aumenta e a ausência de medidas impactantes pode ter causado frustração nesse pouco tempo de mandato.

Postes iluminando o alem

O que se percebe é que o atual governo parece estar em lua de mel com o cargo, colocando em segundo plano, o dever de administrar a cidade. Até porque, se percebe nitidamente pela cidade a ausência de manutenção adequada para alguns problemas setoriais.

Problemas existem? Isso é um fato em todas as cidades brasileiras. Agora o que não pode, é o gestor usar desse subterfúgio para cruzar os braços e deixar o tempo correr sem uma atitude mais contundente que é o que todos esperam de um administrador. A falta de cuidado com a cidade, causa a nítida impressão de que não houve a troca de governo. Buracos pelas ruas da cidade são os mesmos de quatro anos atrás, sujeira e mato alto imperam e tomam conta da cidade. Iluminação pública é outro ponto fraco na atual administração – praças e ruas escuras, a população começa a reclamar da gestão, talvez desconfiada e cansada de promessas, que não foram cumpridas pelos últimos prefeitos que governaram a cidade.

100 dias: época de organizar a gestão e comunicar metas

Normalmente, esse é o período para mostrar o “cartão de visitas”. Na visão de muitos, 100 dias são suficientes para um gestor mostrar a que veio. Nesse período, deve usar de habilidade para organizar informações e comunicar aos munícipes os próximos passos do governo.

Frequentadores da Lagoa dos Namorados convivem com a escuridão

Mas, para que metas efetivas sejam alcançadas, não adianta acompanhar apenas os primeiros cem dias de gestão. É preciso fazer isso durante o resto do mandato, diz o especialista Jorge Abrahão. Uma boa forma do cidadão exigir as mudanças necessárias, é participar de todas audiências públicas, que acontecem nas prefeituras e nas câmaras municipais. Nelas, se discutem projetos de novas obras e políticas administrativas que afetarão toda comunidade.

“O fortalecimento da democracia tem que ter participação da sociedade. É importante não se satisfazer com a democracia participativa, ou seja, aqueles que foram eleitos para nos representar, mas também participar do processo”, afirma Jorge Abrahão.

Depois dos 100 dias, jornada que segue

Se os 100 dias mostram tudo o que será feito nos quatro anos de gestão, eles ao menos servem como um bom indicativo do que os prefeitos planejam para a cidade.

Cabe aos gestores o planejamento para a jornada que se inicia e, para a população cobrar o cumprimento das metas estabelecidas. Uma coisa é certa: em todo o país, ainda há muito o que ser feito até 2020. O eleitor tem consciência de que o mandato só começou, mas cabe ao prefeito mostrar a que veio e porque se candidatou para a função.

Sujeira se destaca na orla da Lagoa

Iluminação da quadra da Lagoa com apenas uma lâmpada acesa

(Fonte EM TEMPO)

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