Publicado em 11/07/2018 às 14h54

Governo não consegue reunir base da ALMG para apreciar a PEC 49 do Piso Salarial

Sind-UTE tenta culpar os deputados da oposição pelo atraso da apreciação

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A Proposta de Emenda à Constituição do Estado (PEC 49/18) do Piso Salarial tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e já se encontra na pauta da ordem do dia do Plenário.

Nesta terça-feira 10, trabalhadores e trabalhadoras em educação, sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), se mobilizaram na ALMG desde manhã para acompanhar a tramitação da matéria. Mas, por falta de quórum da base aliada ao Governo do Estado, não foi possível a apreciação da matéria. Ocorreu que, os vetos que travam a pauta não foram apreciados e, com isso, a PEC do Piso não pode ser votada.

Os profissionais da educação fizeram visitas aos gabinetes para dialogar com os deputados e deputadas e pedir a aprovação da PEC do Piso. No período da tarde, concentram-se nas galerias de onde acompanharam a sessão plenária e fizeram pressão pela aprovação da matéria.

Dos 77 parlamentares, 73 assinaram a PEC do Piso, onde insere o artigo 201-A à Constituição do Estado assegurando que o vencimento inicial das carreiras de professor de educação básica, especialista em educação básica e analista educacional na função de inspetor não será inferior ao piso. A alteração proposta também garante que os valores dos vencimentos das carreiras do grupo de atividades da educação básica passem a ser reajustados na mesma periodicidade e em decorrência de atualizações do Piso.

Alguns representantes dos professores tentam jogar a culpa nos deputados da oposição, porém o número de deputados da base do governo é suficiente para a aprovação da PEC. Dos 77 deputados, 56 fazem parte da base do governo Pimentel (PT) e só são necessários 48 para a apreciação da matéria.

O deputado Carlos Pimenta (PDT) resaltou que assinou a proposta de apresentação da PEC, como também já declarou que vota a favor da aprovação. Só não aceita que joguem a culpa nos deputados da oposição. “Em nenhuma reunião da assembleia Legislativa a CUT e o sind-UTE estiveram defendendo os servidores públicos, pelo contrário, calaram e se omitiram, pois sabem que não podem culpar o governo do PT, já que estão absolutamente ligados”, disse o deputado Carlos Pimenta.

(Fonte EM TEMPO)

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