Publicado em 03/02/2017 às 09h55

Ibama recebe denúncia de abate de macacos no Vale do Mucuri

Moradores de cidades com infectados pela doença estariam caçando animais nas matas da região

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O Ibama fez uma série de fiscalizações e ações educativas em Ladainha e Cruzeiro Novo, no Vale do Mucuri, depois de denúncias anonimas de que moradores da região estavam abatendo macacos e outros primatas, por medo da contaminação pela febre amarela. Ladainha é o município com maior número de mortes confirmadas pela doença (11) e a na comunidade de Novo Cruzeiro também foi registrada uma morte.

Com apoio da Polícia Militar do Meio Ambiente e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Ibama procurou por animais abatidos em várias áreas de mata, mas não localizou nenhum. O analista ambiental e médico veterinário do Ibama Daniel Vilela conta que as buscas são dificultas porque as denúncias não fornecem alvos específicos para a operação. "É difícil de encontrar alguém que esteja caçando, mas de toda forma nosso objetivo e fiscalizar e poder acompanhar casos de denúncias mais concretas", explicou.

Ele acredita que a maior parte dos moradores não estão atacando os macacos, mas que algumas pessoas, de forma isolada, estão caçando os macacos.

Vilela conta que a área, remanescente da Mata Atlântica, apresenta diferentes espécies de primatas e que na região é possível que um grande número de animais tenham morrido em função do surto que atingiu a região e também parte do Espírito Santo. "Moradores relatam que comunidades inteiras de animais que desapareceram. Os saguis, ao que tudo indica, foram os que mais morreram", diz.

O Ibama também buscou conscientizar os moradores que a morte dos macacos não vai reduzir o risco de febre amarela e que os primatas também são vítimas da doença.

(Fonte O TEMPO)

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