Publicado em 25/11/2019 às 21h25

LUALGA SOLTA O VERBO

Na tribuna da Câmara, a líder sindical atribui ao Executivo, Legislativo e Judiciário a responsabilidade pela crise envolvendo o atraso salarial do servidor público

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A presidente do SindisenaLualga Miranda, fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Nanuque durante reunião ordinária da casa no dia 25. 

Em sua fala, Miranda fez seríssimas acusações ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário de Nanuque pela agonia em que se encontra os servidores públicos que estão com os salários atrasados, faz cerca de 4 meses. 

No início de sua fala, ela revelou que “Na infraestrutura do setor educacional do município falta café, açúcar, material de papelaria, material para desenvolver projeto e o que nós fazemos? Compramos!. 

Para ela, o Legislativo não tomou providências para interpelar o Executivo e assim, evitar que a situação chegasse ao ponto em que está.  “Se todos os três poderes soubessem, não teriam permitido chegar a essa situação e a consequência é não ter as nossas necessidades básicas sendo supridas porque temos servidores com as luzes cortadas, abastecimento de água suspenso, passando necessidade sem ter alimentação adequada em seus lares, inadimplência no comércio, despejos de suas casas para quem mora de aluguel, fora a humilhação de não saber qual dia vamos receber os nossos salários. Nós servidores fizemos o nosso papel, o de todo dia acordar, trabalhar e executar nossa função.  Vamos entender a função dos três poderes de uma maneira bem didática.  O poder Executivo, representado por Roberto de Jesus, tem a obrigação de encabeçar a administração da cidade, fazer a gestão da coisa pública, o controle dos recursos que nós sabemos que não está sendo feito, o planejamento e a execução dos serviços e obras. A função do poder Legislativo, que no caso são os vereadores.  tem a função de discutir e votar projetos, fiscalizar a administração pública, cuidando da aplicação dos recursos e observando o orçamento entre outras coisas. O Executivo já falhou em suas atribuições e o Legislativo também. Vamos para o Judiciário que também não está livre da cobrança. O poder Judiciário representado pelo Ministério Público e pelos juízes de nossa Comarca, tem a função de fazer justiça, coisa que não estão fazendo. Tem também a função de resolver os prováveis conflitos que possam surgir em nossa sociedade, através de investigação, apuração, julgamento e punição. Agora que já entendemos a função dos três poderes vou afirmar com a maior convicção. Todos falharam! O Executivo Roberto de Jesus falhou. O Legislativo em nome dos vereadores falhou. O Judiciário, representado pelo Ministério Público e pelos juízes, falhou também. O três poderes falharam e nós estamos sofrendo as consequências. Se um dos três poderes tivesse se comprometido em resolver o problema, não estaríamos a mais de um ano e meio recebendo os salários da forma em que estamos”, pontuou Miranda. 

COPASA 

Os projetos de leis enviados à Câmara Municipal pelo prefeito Roberto de Jesus e que não foram aprovados pelos vereadores, não ficaram imunes dos comentários da presidente. Ela criticou os vereadores pela derrota dos projetos uma vez que, segundo a presidente, a cidade seria contemplada com os R$ 5 milhões que seriam destinados a amenizar a agonia do servidor. 

O presidente da Câmara, vereador Solon Ferreira da Rocha Filho, desafiou a sindicalista a provar nos textos dos PL’s o compromisso da Copasa em pagar esse valor ao município. Rocha Filho foi enfático ao dizer que a Copasa não é digna de confiança visto que, tem descumprido cláusulas contratuais ao longo do tempo em que está na cidade. 

Lualga concluiu sua participação prometendo prosseguir com a greve até que uma solução apareça para por um fim na triste agonia da classe. 

(Fonte Em Tempo)

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