Publicado em 16/11/2017 às 00h00

Morre o artista plástico Frans Krajcberg no Rio de Janeiro

Escultor tinha 96 anos e morreu em um hospital carioca ainda à espera de ver sua obra acondicionada em memorial baiano

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Pintor, gravador, fotógrafo e, sobretudo, escultor, o artista polonês Frans Krajcberg, naturalizado brasileiro, morreu, aos 96 anos, no Rio de Janeiro. Com uma intensa produção particularmente desenvolvida no Brasil, o artista plástico — morto, no Hospital Samaritano (RJ), em decorrência das complicações de uma infecção generalizada — vivia, desde 1972, num sítio em Nova Viçosa, na Bahia.

A integração com a natureza foi indispensável para as criações de Krajcberg, que sempre propagou obras com forte cunho de denúncia de crimes ambientais. Referência no uso de troncos e raízes em esculturas (algumas delas utilitárias), o polonês sempre foi uma voz atuante contra os desperdícios de recursos naturais.

Focalizado em documentários assinados por Walter Salles (de Central do Brasil), ele tinha imensa amizade com a galerista Márcia Barrozo do Amaral. Nas telas de cinema, esteve em Krajcberg — O poeta do vestígio (1987) e ainda em Socorro nobre (1996), no qual atuou ainda como corroteirista. Na fita, há interação de sua obra como força motivacional para uma presidiária.

Há mais de oito anos, o artista empenhou a propriedade particular, na Bahia, sob a esperança de ver construído memorial que abrigasse a própria obra. A promessa ainda não foi cumprida. Filho da tragédia que consumiu sua família durante o Holocausto, o artista será cremado e há informações de que as cinzas seguirão para cerimônia na Bahia.

 Rui decreta luto oficial pela morte de Frans Krajcberg

O governador Rui Costa decretou, na tarde desta quarta-feira (15), luto oficial no estado de um dia pela morte do artista plástico Frans Krajcberg. “Não tenho palavras para definir o que significa a perda do artista plástico Frans Krajcberg para a Bahia e para o mundo” afirmou o governador em seu perfil oficial no Facebook.

Rui destacou a dedicação do artista, que morreu aos 96 anos, à defesa do meio ambiente. “Esculpiu, impressionou e sensibilizou a todos. Tudo o que ele construiu continua preservado para esta e para novas gerações”, concluiu o governador.

(Fonte CB)

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