Publicado em 20/12/2016 às 16h45

Operação conjunta da PC e PF desarticula quadrilha de roubo de cargas

A operação Hermes foi deflagrada no município de Medina e cumpriu oito mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 42 de busca e apreensão

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Uma organização criminosa que atuava no roubo de cargas e receptação de mercadorias roubadas, com base na cidade de Medina, na região do Jequitinhonha, foi desarticulada na manhã desta terça-feira (20) durante a operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil (PC). Entre os alvos da quadrilha estavam inclusive mercadorias transportadas pelos Correios. Os crimes aconteciam em Minas Gerais e também na Bahia. 

Ao todo foram presas 13 pessoas, dentre elas oito por mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária. Outras duas pessoas foram detidas em flagrante por posse de arma, uma vez que durante as buscas foram apreendidas duas armas longas, um revólver e munições. Também foram cumpridos quatro mandados de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão, todos no município mineiro. 

A operação, que foi nomeada de "Hermes" - que, segundo a mitologia grega, seria o mensageiro dos deuses, além de patrono dos ladrões -, teve início por meio de informações coletadas pela Delegacia de Polícia de Medina. A partir do deferimento de medidas cautelares sigilosas pela Justiça, as investigações passaram a abarcar suposta atuação do bando em furtos, roubos, receptação de cargas, tráfico de drogas, de armas e de munições de calibres permitidos e de uso restrito.

FOTO: PF / DIVULGAÇÃO
operação hermes
Três armas foram apreendidas durante as buscas da operação

De acordo com o delegado da PC Felipe Forjaz, que é o coordenador de operações, a quadrilha agia em toda a região, porém, a BR-116 foi a que teve mais crimes. "Eles abordavam tanto motoristas em movimento como os que estavam parados em algum ponto da rodovia. Tomavam posse da carga e depois revendiam. Preferiam eletrônicos, mas não tinham um foco, inclusive pois muitas cargas eram dos Correios, que tem uma diversidade muito grande de produtos", explicou.

A PF ingressou na investigação tanto por os crimes serem interestaduais como por os Correios estarem entre as vítimas. "A investigação continua, ainda é cedo para saber se eles escolhiam os alvos aleatoriamente ou se tinham informações privilegiadas", concluiu o Forjaz.

Durante a deflagração, as corporações contaram também com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os detidos seguem em Medina, entretanto, deverão ser transferidos ao presídio de Pedra Azul. 

(Fonte O TEMPO)

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