Publicado em 08/05/2018 às 21h18

Presidente da ALMG rejeita 1º pedido para anular impeachment de Pimentel

Como ainda faltam análises do outro pedidos, os prazos da tramitação do impeachment permanecem suspensos

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Dessa vez, o próprio Adalclever Lopes (à esquerda na foto) apareceu para presidir a sessão

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (MDB), rejeitou nesta terça-feira (8) um dos pedidos de nulidade do impeachment contra o governador Fernando Pimentel (PT) apresentados pela base governista na semana passada.

Porém, como ainda faltam análises do outro pedido e de um novo requerimento pedindo o arquivamento da denúncia apresentado nesta terça, os prazos da tramitação do impeachment permanecem suspensos.


Dessa vez, o próprio Adalclever Lopes apareceu  para presidir a sessão. Ele entrou por um período rápido, leu a rejeição do pedido de nulidade apresentado pelo Líder do governo, Durval Ângelo (PT) e se retirou logo em seguida.

Durval questionava o fato da aceitação do impeachment ter sido feita pelo vice-presidente da Casa, Laffayete Anadrada (PRB) e não por Adalclever. Além disso o requerimento do petista também questionava o fato de Laffayete fazer somente a leitura protocolar do recebimento, sem justificativa para a aceitação. 

"O regimento da Assembleia é muito claro de que o presidente em exercício, no caso o vice presidente da Casa, assume todas as atribuição do presidente. Portanto está autorizado a fazer a aceitação  do impeachment", afirmou Lafffayete Andrada. 

Agora falta analisar o pedido do primeiro secretário da Assembleia,  Rogério Correia (PT), que também questiona a ausência de justificativas para aceitação do impeachment e o novo requerimento apresentado pelo deputado  André Quintao (PT). Esse último afirma que não há mais atrasos de repasses do governo para Assembleia e, portanto, não há crime de responsabilidade.

"O que embassou o pedido de impeachment foi o atraso do duodécimo do governo à Assembleia. Porém esse atraso não existe mais, então o objeto de impeachment se perdeu" afirmou Quintão. Em seu requerimento, ele defende ainda que o atraso de repasse não configura crime de responsabilidade.

Segundo o vice-presidente da Assembleia, Laffayete Andrada, não há prazos para que o presidente analise os demais pedidos de nulidade, mas que não  serão mais aceitos novos requerimentos. " Esse é o último pedido que a mesa diretora irá receber sobre o processo de impeachment. Não há prazos para o presidente analisar, mas expectativa é que até a semana que vem já haja resposta dos dois" afirmou. 

O líder da oposição, o deputado Gustavo Corrêa (DEM), não acredite que a continuidade da suspensão do impeachment seja apenas uma forma de Adalclever ganhar um prazo maior para negociação com o governador Fernando Pimentel."Não acredito que o presidente Adalclever Lopes queira negociar, ele só está sendo cuidadoso com o processo de impeachment, respeitando os prazos para defesa", disse.

Sobre o novo pedido apresentado por Quintão, Corrêa acredita que não há possibilidade dele se acolhido pela presidência. "É a mesma coisa de alguns cometer um crime e dizer que não pode ser punido porque pediu desculpa", disse.

(Fonte O TEMPO)

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