Publicado em 13/11/2019 às 14h56

Representantes sindicais se reúnem com prefeito de Nanuque, mas não há consenso

Munícipes que tiveram acesso ao conteúdo afirmam que o prefeito foi um verdadeiro “bagre ensaboado”

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Por Salvador LIma

Uma comissão formada por representantes sindicais estiveram na prefeitura, dia 11, para participar de reunião com o prefeito de Nanuque. Um encontro que não faltou ataques pessoais. Em dado momento, o prefeito da cidade agrediu, verbalmente, o servidor Tito Cardoso rotulando-o de “canalha” e que o mesmo fazia um discurso político de oposição, fugindo do verdadeiro propósito que era o de resolver os problemas sobre os atrasos de salários dos servidores. Já não é a primeira vez que o prefeito de Nanuque usa desse artifício para externar seu pensamento sobre alguns funcionários públicos. Recentemente, em uma manifestação organizada pelo Sindisena (sindicato da categoria), na Praça Américo Machado o prefeito fez uso da palavra e, durante discurso, perdeu as estribeiras, apontou o dedo em direção ao servidor Jerônimo Pires e usou o termo “vagabundo” para definir o comportamento profissional de alguns funcionários da prefeitura.

Tito Cardoso falando na reunião - Foto: divulgação

A reunião foi gravada e amplamente divulgada nas redes sociais. Munícipes que tiveram acesso ao conteúdo afirmam que o prefeito foi um verdadeiro “bagre ensaboado”. “Em momento algum ele (o prefeito) teve a dignidade de reconhecer que sua gestão pecou em diversos aspectos com o dinheiro público. Tanto que os resultados estão aí, servidores e vários fornecedores sofrendo pela inadimplência da prefeitura”, pontuou um servidor público.

O vereador Edson Fernandes “Mandela” defende a tese que atribui ao prefeito a responsabilidade de inchar a máquina pública com funcionários em cargos comissionados. “Já não tem receita para pagar os efetivos e ainda fica admitindo funcionários para atender, quem sabe até, promessas de campanha, para acomodar ‘companheiros’. Agora, o servidor paga um preço muito caro”, opinou Mandela.

O vereador ainda ressaltou que o prefeito atribui à Câmara a responsabilidade pelas demissões ocorridas até o momento. “Isso não é verdade. Não foi a Câmara que inchou a máquina. Agora, se demitir, ele encontra o caminho para começar a sanear as contas públicas com o funcionalismo”, acredita o vereador.

O presidente da Câmara Municipal de Nanuque, vereador Solon Ferreira da Rocha Filho não vê, com bons olhos, uma possível assinatura contratual com a Copasa para por um final no impasse dos salários atrasados. Rocha Filho entende que a proposta feita pela empresa prevê um montante significativo, mas que será aplicado na infraestrutura do sistema de saneamento básico. “Ao assinar o contrato, a Copasa não vai assinar um cheque e depositar na conta da prefeitura. O dinheiro será gasto ao longo de alguns anos em obras para melhorar o serviço de abastecimento na cidade”, revelou Solon.

A situação se agrava a cada instante. Servidores, sem receber, veem orçamentos domésticos cada vez mais no vermelho. Muitos alegam já terem seus nomes inseridos no cadastro nacional de inadimplentes e o que é mais grave, a falta de salários afeta, sistematicamente, a economia do município, já que as empresas deixam de movimentar suas transações comerciais.


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