Publicado em 02/09/2020 às 15h35

Agro é destaque

O crescimento foi de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Mesmo diante dos impactos da pandemia do covid-19, agropecuária foi um dos únicos setores com desempenho positivo no PIB Brasileiro no 2° trimestre de 2020. O crescimento foi de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados divulgados nesta terça (1º/9) pelo IBGE (veja aqui),revelam que a economia do país teve no período uma regressão recorde: -9,7%, puxada pela crise em segmentos como  indústria (-12,3%), e serviços (-9,7%). 

Expectativas para o 2º semestre

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), emitiu também Comunicado Técnico (leia aqui), em que afirma que apesar do crescimento menor que o esperado pelo mercado nos meses de abril, maio e junho, o setor agropecuário segue em destaque, e descolado dos demais setores como o único com expectativa de crescimento em 2020.

SISTEMA FAEMG COMENTA

Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica

“De acordo com os dados do IBGE, a economia brasileira está caracterizada com ‘recessão técnica’, quando há trimestres consecutivos negativos no indicador. É bastante delicada a situação, pois já vínhamos de momentos de baixo crescimento (negativo, na verdade) e ainda nos recuperávamos do forte impacto da crise internacional de 2014-16.

No país, a consequência da pandemia foi preponderante para o indicador, ainda que o governo tenha empenhado ações emergenciais, o isolamento pelo longo período – necessário do ponto de vista da contenção da disseminação do corona vírus, mas agravante pelo lado da economia e da confiança dos setores econômicos. A demanda por produtos não básicos diminuiu, puxando para baixo os indicadores de produção da indústria e comércio e serviços. Apenas o indicador da AGROPECUÁRIA foi positivo (0,4%), influenciado pelo início da safra de café (bienalidade alta), de cana, citrus e grãos 2ª safra, movimentando também a agroindústria. Do ponto de vista da DEMANDA, vimos forte redução do consumo das famílias (-12,5%), do governo (-8,8%) e dos investimentos (-15,4%).”

(Fonte FAEMG/SENAR)

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