Publicado em 29/06/2021 às 19h36

ALCANA RETOMARÁ PRODUÇÃO

Grupo ALCON, nova proprietária, prevê duplicação do potencial da usina

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O Grupo ALCON tomou posse do parque industrial da extinta Alcana e iniciou os trabalhos de recuperação da usina. Dia 18, mais de 120 homens começaram a limpeza da planta de produção – desativada há mais de 8 anos.

Enzo Dalla Bernardina, Nerzy Dalla Bernardina Júnior, Mônica Dalla Bernardina Cardoso, Wagner Luis Dias Cardoso, Paulo Santiago e Wagner Dalla Bernardina Cardoso, no momento da posse.


A Alcon, liderada por Nerzy Dalla Bernardina, goza de plena confiança no Espírito Santo e nas regiões Sul da Bahia e Nordeste mineiro. Em plena expansão no campo industrial voltado ao agronegócio e geração de energia, a Alcon, se tornou líder do setor. Ela adquiriu a Alcana em julho de 2020 através de processo de arrematação junto a justiça paulista. Com o fim do leilão e por ter oferecido o melhor lance, os novos proprietários iniciaram um estudo para revitalizar o parque industrial de Nanuque.


Inicialmente os esforços estão concentrados na recuperação da usina e em meados do segundo semestre, terá início os investimentos no campo. Os investimentos atingirão cifras suficientes para resultar, segundo previsões, na geração aproximada de 5 mil empregos diretos e indiretos – prevê Nerzy Júnior, presidente da ALCON.

Ele estima que num futuro próximo a usina de Nanuque será duplicada para dobrar a capacidade de produção. Júnior mostra otimismo e esperança no futuro. “Se for concretizada nossas previsões, a moagem será de 3 milhões de toneladas/ano – hoje a capacidade é de 1,5 milhão.”


Os novos investidores veem potencial de crescimento do setor. “Serão recursos do próprio grupo, mas haverá investimentos da parte de produtores e prestadores de serviços e essa soma será ampliada à medida que novos canaviais forem plantados. A Alcana seguirá no mesmo plano da Alcon, “temos meta de produzir álcool anidro e hidratado, açúcar, uma fábrica de levedura para ração animal e cogeração de energia, onde interligaremos ao sistema nacional de energia”, ressaltou Júnior.


SAFRAS PARA OS PRÓXIMOS 10 ANOS
O setor agrícola, já iniciou o planejamento de plantio para 2021, fazendo viveiros com variedades já adaptadas a região e outras novas de cana recém lançadas no mercado.


O diretor agrícola relatou que a intenção da empresa é iniciar a primeira safra em 2023, uma vez que a formação das lavouras de cana-de-açúcar terá que começar praticamente do zero. “É claro que dependemos do clima, mas entendemos que vai dar certo. Teremos então, 2021 e 2022 para produzir uma qualidade de matéria prima que justifique e viabilize o início das operações da indústria na data prevista”, disse Faissal Ganem.

O planejamento da empresa visa prazo de produção e aproximação com os produtores da região. “Já estamos trabalhando no planejamento da lavoura para os próximos 10 anos, com o intuito de atingir a capacidade máxima atual instalada de processamento de cana-de-açúcar da indústria, no menor tempo possível. Vamos iniciar as primeiras reuniões de trabalho com os possíveis fornecedores de cana a partir da semana que vem e almejamos iniciar os plantios assim que vierem as chuvas”, concluiu Faissal.


EXPECTATIVAS
O anúncio sobre o retorno das atividades da usina, causou expectativa e euforia no setor de negócios de Nanuque. Para o gerente geral da ANR, a volta da ALCANA reacende a esperança de um futuro melhor para Nanuque e região. “Com a geração de emprego e a retomada na economia, a região passará por grandes mudanças. Os novos proprietários formam um grupo conhecido e confiável. Há uma expectativa de retomada na produção agrícola, com novos plantios de cana-de-açúcar e, consequentemente, a geração de renda para o município”, disse Ivanildo Gomes.


Com o projeto em andamento, somado à credibilidade dos novos donos, produtores da região deverão iniciar, ainda neste ano, o plantio de cana-de-açúcar para atender a demanda da usina. “A reabertura da Alcana, através da família do Senhor Nerzy Dalla Bernardina, homem que tem credibilidade irretocável, irá prover a região e Nanuque e adjacências a novos plantios de cana-de-açúcar. Somos fornecedores de cana para a ALCON (unidade de Conceição da Barra) há muitos anos, através de meu sogro, Dr. Nelson Gomes, que mantinha uma relação comercial e amiga com o Senhor Nerzy. Sem sombra de dúvida, Nanuque e toda a região foram presenteados sob o aspecto econômico e social. Eu e meu sócio Luiz Fernando Gomes, que temos fazenda próxima a usina, temos pretensões em destinar toda sua área para o plantio de cana”, relatou Mário Saback.


Setores da economia consideram que a indústria sucroalcooleira tem papel de destaque no desenvolvimento econômico e social da região. O papel da indústria busca diminuir as diferenças regionais e contribui para a melhoria do padrão de vida da população e muito importante para impulsionar o crescimento da economia.

(Fonte EM TEMPO)

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