Publicado em 06/01/2019 às 17h04

Otaviano Costa estreia na Globo programa de variedades com proposta de misturar gerações em jogos e brincadeiras

'Tá brincando' marca a estreia solo do apresentador na emissora carioca

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Ota ficou cinco anos no Video Show e agora tem seu próprio programa (foto: João Miguel Júnior/TV Globo/Divulgação)

No final dos anos 1990, Luciano Huck comandava H, um dos programas de maior audiência da TV Band. A Globo lhe propôs de assinar contrato e, apesar do sucesso da atração, ele não titubeou e fechou com a maior emissora do país. O posto vago foi, então, temporariamente assumido por Otaviano Costa, apresentador com trajetória relevante no rádio, mas ainda amadurecendo na linguagem televisiva.

Ota – como é carinhosamente chamado pelos amigos e família – agradou e, um ano depois, em 2000, ganhou programa só seu, o O+ ou O Positivo, como ficou conhecido. Após 18 anos, esse cuiabano de 45 anos volta a ter uma atração solo, mas desta vez, global. “É bacana que, quase 20 anos depois, não deixa de ser uma dobradinha com o Luciano, já que vou entrar antes do Caldeirão do Huck e ocupar uma faixa que já teve grandes nomes da comunicação, como Chacrinha e Bolinha. É uma honra”, observa o comunicador.

Na tarde deste sábado (05) às 15h, Ota estreia Tá brincando. Com direção-geral de Adriano Ricco, ter um programa próprio na emissora da família Marinho é a realização de um sonho. “Já tive experiência de comandar uma atração sozinho, mas dessa vez participei de todo o processo, desde a criação, passando pela formatação, finalização, edição, até a apresentação”, afirma. No palco, Ota comanda um game em que dois jovens entre 20 e 35 anos encaram três desafios contra um “supertime”:cinco pessoas na faixa dos 60 anos ou mais, experts em suas áreas de atuação. Entre os convidados já previstos figuram o cantor Sidney Magal, de 68 anos; o jornalista Artur Xexéo, de 67; a ex-jogadora de basquete Hortência Macari, de 59 anos; e o ex-jogador de vôlei Bernard.

As competições incluem provas físicas, testes de conhecimento sobre assuntos variados, como TV e música. A cada prova vencida, a dupla de desafiantes ganha R$ 5 mil e pode levar um prêmio de R$ 15 mil ao final do episódio. O apresentador destaca o fato de a atração, inspirada no formato de um game estrangeiro, abrir espaço para uma faixa etária menos presente na televisão. “É muito bacana ter a participação de pessoas mais velhas e experientes. O nome não é à toa. O Tá brincando é bem alto-astral e é voltado para toda a família.”

Otaviano se diz um homem de comunicação. “Nasci para isso e está latente em mim. Mesmo se eu não fosse conhecido, ainda assim seria um comunicador”, diz, acrescentando que ser famoso “nunca foi uma obstinação”. “As coisas foram acontecendo num ritmo gostoso e natural.”

Ator de formação, ele participou de novelas como Éramos seis, no SBT/Alterosa, Amor e intrigas, na Record, além de Morde & assopra, Caras & bocas e Salve Jorge, na Globo. Desde que assumiu o Video Show em 2013, a faceta de intérprete foi deixada de lado. “Quando entrei na Globo, eu tinha uma estratégia maior. Fui participando da dramaturgia para ir construindo meu trabalho ali dentro. Mas não me vejo mais encarando essa maratona de novela de ficar quase metade do ano por conta. Não significa que não possa fazer outras coisas como ator. A Escolinha do Professor Raimundo (na nova versão Otaviano encarna Ptolomeu), é um exemplo disso. Faço muita dublagem também.”

Otaviano Costa ficou na bancada do Video Show por cinco anos. Em um dos momentos mais críticos de audiência desde a estreia, em 1983, ele afirma que cada apresentador tem o seu estilo e sua marca. “É um programa que tem muita história. Muita gente bacana passou por ali – Miguel Falabella, Paulo Betti, André Marques. E cada um deles imprimiu o seu DNA. O Video Show tem vocação impressionante de se reinventar sempre.”

Além de Tá brincando, Otaviano segue no comando de No ar com Otaviano Costa, transmitido há dois anos, de segunda a sexta na Rádio Globo. Veículo no qual iniciou a carreira, na Rádio Jovem Pan, de São Paulo, ele exalta a força do rádio. “É um veículo completo, que te dá cancha e capacidade de improvisação. Muita gente especulou que ele acabaria, mas está mais forte do que nunca. E talvez seja o meio de comunicação que mais se aproxime das mídias digitais. O rádio é uma grande escola.”

(Fonte UAI.COM.BR)

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