O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) tem moderado o tom após uma série de críticas públicas ao ex-deputado Eduardo Cunha, que se movimenta para disputar uma vaga na Câmara Federal por Minas Gerais em 2026.
Nos últimos meses, Cleitinho publicou vídeos nas redes sociais e fez declarações no plenário do Senado contra Cunha. Em uma delas, afirmou que tinha “vontade de dar um murro” no ex-parlamentar, além de dizer que faria campanha contra sua eventual candidatura em todo o estado.

Apesar da resistência, Cunha se consolidou como pré-candidato dentro do Republicanos. O avanço ocorre em meio ao enfraquecimento da legenda em Minas Gerais, que perdeu quase metade de seus parlamentares durante a janela partidária. Antes do prazo final, a sigla contava com 12 representantes entre Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de Belo Horizonte, número reduzido após a saída de cinco integrantes.
A recomposição da bancada foi limitada, com a filiação de poucos novos nomes, o que ampliou a necessidade de reforço político da legenda no estado. Nesse cenário, a entrada de Cunha passou a ser vista como uma alternativa estratégica, mesmo diante de resistências internas.
O embate entre os dois também chegou ao campo judicial. Cunha apresentou queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra Cleitinho, após ser chamado de “vagabundo” e “canalha” durante uma manifestação em Belo Horizonte em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Não é a primeira vez que o senador faz ataques ao ex-deputado. Em dezembro, no Senado, Cleitinho afirmou que percorreria os 853 municípios mineiros para fazer campanha contra Cunha, caso a candidatura fosse confirmada.
O episódio expõe divisões internas no Republicanos em Minas Gerais e evidencia o impacto da perda de quadros sobre as decisões estratégicas do partido no estado.



