A filiação do senador Carlos Viana ao Partido Social Democrático (PSD) provocou uma reconfiguração no cenário político de Minas Gerais e acirrou as disputas internas por espaço na corrida eleitoral. A movimentação, articulada com o aval do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e de lideranças estaduais, ocorre em um momento de indefinições e pode afetar diretamente a pré-candidatura de Marcelo Aro (PP).
Viana, que aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, chega ao PSD sem o apoio de Aro, ampliando tensões nos bastidores. Dirigentes partidários avaliam que a entrada do senador fortalece a legenda e reduz o espaço para outras candidaturas dentro do mesmo campo político, dificultando a consolidação do projeto eleitoral de Aro.
O movimento também acontece em meio à percepção de estagnação do atual governo mineiro nas pesquisas, o que intensifica a busca por nomes competitivos e rearranjos estratégicos entre os partidos.
A reorganização pode impactar diretamente outras siglas. O Partido Liberal (PL), que já possui um candidato ao Senado, avalia lançar também um nome ao governo estadual. Entre os possíveis postulantes está Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), recentemente filiado à legenda.
No Partido Socialista Brasileiro (PSB), a filiação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, adiciona uma peça de peso às negociações. Pacheco mantém diálogo com lideranças como Alexandre Kalil (PDT) e Aécio Neves (PSDB) na tentativa de construir uma chapa competitiva ao Senado.
Apesar de liderar levantamentos de intenção de voto, Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não definiu seu posicionamento em relação à disputa ao Senado, o que mantém em aberto a possibilidade de mudanças no cenário, incluindo eventual desistência da corrida ao governo.
Nos bastidores, a avaliação é de que o quadro segue em aberto, com forte tendência de reacomodação das alianças nas próximas semanas.





