BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) só conseguiu governar o estado em seu segundo mandato porque obteve decisões da Corte que suspenderam o pagamento da dívida com a União.
A declaração foi feita em entrevista à Rede Globo na noite dessa quarta-feira (22/4), em meio ao aumento das trocas de críticas públicas entre os dois.

Declaração de Gilmar (foto) ocorre em meio a troca de críticas públicas entre ele e o ex-governador de Minas - Foto: Luiz Silveira/STF
“Eu já tive oportunidade de dizer que o governador Zema só governou Minas Gerais porque obteve liminares aqui no Supremo, que o deixou sem pagar a dívida com a União por 22 meses e agora ele tenta sapatear, talvez aproveitando do momento eleitoral”, disse o ministro.
Questionado, Gilmar ponderou que a referência à dívida de Minas não indica qualquer relação de dependência com o tribunal, mas busca apontar incoerência na postura de Zema.
“Estou só chamando a atenção para o fato de que as pessoas vêm ao tribunal, se socorrem com o tribunal e depois fazem esse tipo de sapateado, o que não me parece uma postura eticamente correta”, declarou. Procurado, o ex-governador ainda não se manifestou sobre as afirmações de Gilmar.
Escalada de acusações
O embate ocorre após críticas de Zema ao STF nas redes sociais. O ex-governador afirmou que recorreu à Corte para “defender os mineiros” e disse que não se sente intimidado por reações judiciais. Também defendeu o uso de humor como forma de crítica política.
As declarações se inserem em um contexto de disputas públicas envolvendo decisões do STF e o papel do tribunal em temas políticos e institucionais.
Segundo dados citados pelo ministro, decisões judiciais permitiram a suspensão do pagamento da dívida de Minas Gerais com a União por mais de 20 meses durante a gestão de Zema.





