A eleição para o Senado em Minas Gerais terminou com uma conta política que promete gerar muita discussão dentro da direita. A estratégia de Nikolas Ferreira (PL), que declarou apoio a Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio Superman (Novo), garantiu uma cadeira para o PL, mas também contribuiu para dividir o voto do campo conservador.
Domingos Sávio foi eleito com 24,21% dos votos válidos. Na segunda colocação ficou Marília Campos (PT), com 19,44%, garantindo ao partido do presidente Lula uma das duas cadeiras mineiras no Senado.
O resultado que mais chama atenção, entretanto, está na disputa pela terceira colocação. Carlos Viana (PSD) terminou com 17,46%, enquanto Superman alcançou 9,24%. Somados, os dois chegaram a 26,70% dos votos válidos — uma votação que, politicamente, alimenta o debate sobre o impacto da divisão do voto da direita.
A conta que não fechou
Carlos Viana, que buscava a reeleição, era um dos principais nomes do campo conservador na disputa. A entrada de Superman na corrida, com o apoio de Nikolas Ferreira, fragmentou ainda mais o eleitorado de direita.
Nikolas tinha força suficiente para impulsionar candidatos. E conseguiu: Domingos Sávio terminou na liderança e conquistou uma das vagas. Porém, ao apostar em dois nomes para o Senado, o deputado acabou contribuindo para uma divisão que não garantiu a segunda cadeira para a direita.
Superman terminou em sexto lugar e ficou longe da eleição. Viana, por sua vez, apesar de superar o candidato apoiado por Nikolas, também não alcançou uma das duas vagas.
E quem ficou com a segunda cadeira?
A resposta veio das urnas: Marília Campos, do PT.
Com quase 4 milhões de votos, a petista garantiu a segunda vaga e colocou o PT novamente no Senado por Minas Gerais.
O resultado cria uma situação curiosa: Nikolas conseguiu eleger seu principal candidato, mas a divisão provocada pela segunda opção abriu espaço para o PT conquistar a outra cadeira.
A eleição mineira deixa, portanto, uma lição para os próximos embates eleitorais: em uma disputa de duas vagas para o Senado, dividir o voto de um mesmo campo político pode custar caro.
No caso de Minas, a direita elegeu um senador. A outra vaga ficou com o PT. E a votação de Superman passou a ser apontada como um dos fatores que ajudaram a impedir a reeleição de Carlos Viana.





