A polarização observada na corrida pelo Palácio do Planalto, protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro, tende a se repetir em Minas Gerais, ainda que os principais nomes da disputa estadual não estejam totalmente definidos. A avaliação é do cientista político Felipe Nunes, fundador e CEO da Quaest.

Homenagem foi concedida pelo vereador Helton Júnior (PSD) - Foto: CMBH
Segundo Nunes, o eleitorado mineiro aguarda a definição de candidaturas associadas aos campos do lulismo e do bolsonarismo. No grupo alinhado ao presidente Lula, aparecem como possíveis nomes o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o senador Rodrigo Pacheco. Já entre os nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, despontam o governador Mateus Simões e o senador Cleitinho.
De acordo com o analista, candidatos que receberem o apoio direto de Lula ou Bolsonaro podem alcançar cerca de 25% dos votos no primeiro turno.
Estratégia e posicionamento
Felipe Nunes avalia que Rodrigo Pacheco adota uma estratégia acertada ao não oficializar, neste momento, sua pré-candidatura ao governo estadual. Para ele, o adiamento do anúncio pode reduzir índices de rejeição, uma vez que o eleitorado petista ainda aguarda uma sinalização clara do presidente Lula.
“Não há grande diferença entre anunciar agora ou em alguns meses. Quanto mais tarde o anúncio, menor tende a ser a rejeição”, afirmou.
Desafios na disputa
No campo adversário, o governador Mateus Simões terá o desafio de ampliar sua visibilidade e consolidar sua imagem como gestor. Nunes compara o cenário ao enfrentado por Antonio Anastasia em 2010, quando precisou ganhar projeção junto ao eleitorado.
Já o senador Cleitinho, que lidera levantamentos recentes, precisará demonstrar conhecimento aprofundado sobre os problemas do estado e apresentar propostas consistentes. Segundo Nunes, o desempenho do parlamentar pode seguir trajetória semelhante à do deputado estadual Mauro Tramonte nas eleições municipais de 2024, que perdeu força durante a campanha após liderar pesquisas no período pré-eleitoral.
Alternativa à polarização
O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, surge como uma possível alternativa fora da polarização. De acordo com Nunes, o emedebista deve disputar espaço com Alexandre Kalil na capital mineira, buscando viabilizar uma vaga no segundo turno.
Cenário aberto
Para o cientista político, a eleição em Minas Gerais segue indefinida e é a mais aberta dos últimos anos. A consolidação das candidaturas e os apoios nacionais devem ser fatores decisivos para o rumo da disputa.
A análise foi feita por Felipe Nunes em entrevista após receber o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, concedido pela Câmara Municipal.
Com informações: ofator.com.br





