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Polarização nacional deve se repetir na disputa pelo governo de Minas Gerais, avalia Quaest

Sem protagonistas definidos, cenário eleitoral em Minas segue em aberto

Polarização nacional deve se repetir na disputa pelo governo de Minas Gerais, avalia Quaest
Por: Em tempo
postado em 03 de abril de 2026

A polarização observada na corrida pelo Palácio do Planalto, protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro, tende a se repetir em Minas Gerais, ainda que os principais nomes da disputa estadual não estejam totalmente definidos. A avaliação é do cientista político Felipe Nunes, fundador e CEO da Quaest.

Polarização nacional deve se repetir na disputa pelo governo de Minas Gerais, avalia Quaest

Homenagem foi concedida pelo vereador Helton Júnior (PSD) - Foto: CMBH

Segundo Nunes, o eleitorado mineiro aguarda a definição de candidaturas associadas aos campos do lulismo e do bolsonarismo. No grupo alinhado ao presidente Lula, aparecem como possíveis nomes o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o senador Rodrigo Pacheco. Já entre os nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, despontam o governador Mateus Simões e o senador Cleitinho.

De acordo com o analista, candidatos que receberem o apoio direto de Lula ou Bolsonaro podem alcançar cerca de 25% dos votos no primeiro turno.

Estratégia e posicionamento

Felipe Nunes avalia que Rodrigo Pacheco adota uma estratégia acertada ao não oficializar, neste momento, sua pré-candidatura ao governo estadual. Para ele, o adiamento do anúncio pode reduzir índices de rejeição, uma vez que o eleitorado petista ainda aguarda uma sinalização clara do presidente Lula.

“Não há grande diferença entre anunciar agora ou em alguns meses. Quanto mais tarde o anúncio, menor tende a ser a rejeição”, afirmou.

Desafios na disputa

No campo adversário, o governador Mateus Simões terá o desafio de ampliar sua visibilidade e consolidar sua imagem como gestor. Nunes compara o cenário ao enfrentado por Antonio Anastasia em 2010, quando precisou ganhar projeção junto ao eleitorado.

Já o senador Cleitinho, que lidera levantamentos recentes, precisará demonstrar conhecimento aprofundado sobre os problemas do estado e apresentar propostas consistentes. Segundo Nunes, o desempenho do parlamentar pode seguir trajetória semelhante à do deputado estadual Mauro Tramonte nas eleições municipais de 2024, que perdeu força durante a campanha após liderar pesquisas no período pré-eleitoral.

Alternativa à polarização

O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, surge como uma possível alternativa fora da polarização. De acordo com Nunes, o emedebista deve disputar espaço com Alexandre Kalil na capital mineira, buscando viabilizar uma vaga no segundo turno.

Cenário aberto

Para o cientista político, a eleição em Minas Gerais segue indefinida e é a mais aberta dos últimos anos. A consolidação das candidaturas e os apoios nacionais devem ser fatores decisivos para o rumo da disputa.

A análise foi feita por Felipe Nunes em entrevista após receber o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, concedido pela Câmara Municipal.

Com informações: ofator.com.br