57%. Esse é o número que define o começo de 2026 para Lula: mais da metade dos brasileiros desaprovam seu desempenho. Não é um tropeço momentâneo. É desgaste acumulado, estrutural, fruto de promessas que não se traduzem em ação e de um eleitorado que não engole mais discurso vazio.

Presidente Lula em evento - Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
A economia até ajuda, mas não basta. Inflação controlada, desemprego em queda, os números existem, mas a percepção não acompanha. O brasileiro quer resultado visível, mudança palpável. Lula prometeu esperança; entregou frustração.
E o pior: a desaprovação pessoal é maior que a do governo. Lula, símbolo de liderança histórica, hoje pesa como problema, não como solução. O carisma que salvou crises anteriores não está funcionando mais.
O mapa da rejeição não perdoa: homens, classes média e alta, Centro-Oeste. São os grupos que decidem eleições. O Nordeste ainda segura, mas não segura sozinho.
A ironia? Lula segue competitivo porque a oposição é fraca, fragmentada. Não é vitória por mérito; é sobrevivência por falta de concorrente. E sobrevivência em política é frágil, volátil, perigosa.
O eleitorado manda recado claro: quem não entrega, perde força. A narrativa precisa mudar, rápido. Resultados concretos ou reposicionamento político estratégico são a única chance de reverter essa maré.
2026 começa com Lula relevante, sim. Mas sem conforto, sem margem para erro. A pergunta que o Planalto precisa responder: ele ainda é parte da solução ou já virou parte do problema?





