Publicado em 08/05/2018 às 11h52

Mesa Diretora da ALMG retoma análise do pedido de impedimento de Pimentel

Se ação continuar, união entre MDB e PT será desfeita, com ataque petista

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O futuro do governador Fernando Pimentel (PT) e da relação do MDB com o PT será definido nesta terça-feira (8), em reunião entre os membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Apesar de o presidente da Casa Adalclever Lopes (MDB) ter exonerado todos os servidores comissionados da liderança de governo no último sábado, petistas ainda acreditam que pode haver uma reconciliação. Porém, se o clima de rompimento continuar, o governo deve iniciar a retaliação e o MDB pode ficar sem os cargos que ocupa hoje no Executivo estadual. 

Os deputados vão analisar o pedido de nulidade do processo de impeachment contra Pimentel apresentado pelos deputados petistas, na última quinta-feira. Os requerimentos suspenderam a tramitação da análise do afastamento do governador até o mérito do pedido ser analisado pela Mesa Diretora. 

Apesar da suspensão, a negociação entre Adalclever e a base de governo não avançou. Segundo interlocutores houve até um retrocesso, o que provocou a exoneração dos comissionados na liderança do governo. “Não sei se por desespero, mas os bombeiros que estavam atuando nas negociações com Adalclever aumentaram o tom na agressividade, e isso azedou ainda mais a relação. No grito, ninguém vai ganhar nada. A tendência é que o impeachment continue”, disse um parlamentar aliado do presidente da Casa. 

Do lado petista, ainda há esperanças em conseguir arquivar o impeachment e retomar a boa relação com Adalclever. “O presidente da Assembleia sempre foi um bom aliado do governo. Nesses três anos e meio, o sucesso do governo no processo legislativo teve a presença de Adalclever. Além disso, o MDB e o PT estão há 24 anos juntos em Minas. Isso não se perdeu. Temos que neste momento construir pontes para manter essa aliança”, afirmou o líder de governo, Durval Ângelo (PT).

Apesar do tom ameno adotado pelo líder de governo, outras lideranças petistas afirmam que a reunião desta terça-feira é a última possibilidade de acordo com Adalclever, antes de o governo Pimentel iniciar as retaliações. “Vamos esperar o que vai acontecer na reunião de amanhã (8). Se nada mudar, as exonerações serão retaliadas”, disse um petista. 

No MDB, a informação é que comissionados que atuam no governo já estariam se preparando para deixar seus postos. 

O principal motivo para o rompimento entre o governador Fernando Pimentel (PT) e Adalclever foi a chegada da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para disputar uma vaga ao Senado por Minas. O mesmo posto era pretendido pelo presidente da Assembleia. 

Porém, o racha entre o MDB e o PT agora está além da relação entre Adalclever e Pimentel. Isso porque o vice-governador, Antonio Andrade, desafeto de ambos, conseguiu manobrar e aprovar aliados seus nas comissões provisórias que determinarão o futuro do partido nas eleições deste ano. 

Gasmig. Um dos cargos de alto escalão do MDB no governo do Estado que estariam ameaçados é o do presidente da Gasmig, Pedro Magalhães Bifano. Ele é irmão do deputado João Magalhães (MDB).

(Fonte O TEMPO)

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